domingo, 7 de fevereiro de 2010

Boletim Informativo do Funcionário Municipal


“A maravilha que deve ser escrever um livro”

“Como se pode interpretar de outro modo esse velho lugar comum de ter um filho, plantar uma árvore, escrever um livro?
Só se em todos os casos se tratar de grandes e inevitáveis actos de amor: com a Mulher, com a Terra, com a Língua”.
É desse grande e inevitável acto de amor com a Língua, de que fala David Mourão-Ferreira no seu livro Um Amor Feliz, que nos falam também, aqui e agora, três dos muitos escritores que também são funcionários da Câmara.
Jorge Trigo, Maria João Martins e Ezequiel Marinho são apenas três exemplos dos muitos apaixonados por essa “feminina multidão das palavras” que trabalham... no GEO, na DMC, no DAOM, na DMDIU, na DIA, na DMSC, etc., etc., etc.
TEXTO DE FILOMENA COSTA | FILOMENA PROENÇA

Jorge Trigo
Licenciado em História
DMC

Jorge Trigo, 54 anos feitos no dia em que nos concedeu esta entrevista e em vésperas de completar 36 ao serviço da Câmara, já soma uma dezena de livros editados, para além de inúmeros artigos em jornais e revistas e de intervenções em conferências e colóquios.
Escreveu sempre enquanto trabalhava, estudava e exercia os mais diversos cargos e funções profissionais, cívicas e até políticas. É que, como confessa, “sempre gostei de experimentar muita coisa, de ser polivalente, de fazer, de conhecer…”. O seu ar apressado e interessado,
bem como o número de pessoas que conhece na Câmara, confirmam essa maneira “intensiva” de estar na vida. Jorge Trigo só lamenta que “o dia tenha apenas 24 horas e a vida seja tão curta”.
A par da carreira na Câmara de Lisboa – que começou em 1973 como trabalhador eventual e cumpriu passo a passo, primeiro como escriturário-dactilógrafo, depois como oficial administrativo, onde chegou a chefe de repartição, até à reclassificação como técnico superior depois de concluir a licenciatura em História – exerceu funções na Junta de Freguesia de Agualva-Cacém, na Assembleia Municipal de Sintra, que chegou a presidir entre 1996 e 1998, na Associação dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém, no Centro de Estudos e Formação Autárquica, na Caixa de Previdência da CML, no Câmara
Lisboa Clube, no Clube de Entusiastas do Caminho de Ferro e na Associação Portuguesa de Poetas, de que foi fundador. Aliás, foram poemas os primeiros textos que escreveu, “mas abandonei por falta de inspiração”.
Na Câmara esteve em vários serviços e foi, por diversas vezes e em diferentes mandatos, secretário e assessor em gabinetes de vereadores.
Hoje, já é Mestre em História Regional e Local, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e é o responsável pelo Serviço de Actividades Culturais da Hemeroteca Municipal, que acumula com a actividade de professor na Universidade Sénior dos Serviços Sociais.

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